Programa 12 – Maestros Brasileiros

07/06/2009

Nessa semana, mais um assunto inusitado: maestros brasileiros!

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Bloco 02:

 

Bom, geralmente quando a gente pensa em maestro, vem logo aquela imagem clássica daquele cara de smoking e batuta na mão regendo uma puta orquestra. Essa função pra quem não sabe surgiu lá no século XVIII, durante o Romantismo, quando as orquestras começaram a tomar grandes proporções e pasaram a precisar de um guia pra todos estarem em sintonia.

Aqui no Brasil o maestro clássico que ficou mais conhecido foi sem dúvida o Heitor Villa-Lobos. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a ganhar destaque compondo pra alguns balés nas primeiras décadas do século passado, ainda seguindo uma linha bem clássica, especialmente influenciado pelo russo Stravinski. Mas aos poucos o Villa Lobos passou a ter mais contato com a cultura tradicional do Brasil e começou a misturar o clássico com outro gêneros, tipo o choro, samba e música indígena. Isso la na década de 20.

Outro carioca que surgiu no início do século XX foi o conhecidíssimo Pixinguinha, que começou a aparecer quando o seu conjunto, o Oito Batutas, começou a fazer sucesso tocando antes dos filmes exibidos Cine Palais. Na época eles tocavam instumentos que só eram conhecidos nos subúrbios cariocas, como o Bandolim, o Cavaquinho e a Bandola.

Olha o Pixinga tocando o clássico “Carinhoso”, acompanhado pelo Benedito Lacerda na flauta:

Agora, sem dúvida o maestro Brasileiro que mais fez sucesso foi o também carioquíssimo mestre Tom Jobim. O Tom começou tocando piano nos bares da zona sul do Rio, até ser contratado no início da década de 50 pela gravadora Continental para ser arranjador. Em 56 ele já compunha alguns sambas, e já trabalhando em outra gravadora, a Odeon, conhece o Vinícius de Moraes enquanto musicava a peça “Orfeu da Conceição”. Daí em diante ninguém segurava mais o Tom. Ele começou a compôr sem parar e tinha suas músicas interpretadas por vários músicos da época como João Gilberto e Sílvia Telles.

Outro maestro importante foi o Rogério Duprat, figura muito emblemática do Tropicalismo, fez arranjos pra Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão e especialmente Os Mutantes. Nessa época ele chegou a ficar conhecido como o “George Martin” da tropicália.

Outro maestro que simplesmente não poderia ficar fora do programa é o genial Moacir Santos. Nascido no interior de Pernambuco, ele teve contato com a música bem cedo. Com mais ou menos 16 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro e acabou contratado pela Rádio Nacional.

No Rio ele deixa a turma do Vinícius de Moraes de queixo caído com suas habilidades no saxofone, clarineta, trompeta, banjo, violão e bateria. Lançou os discos: “Coisas” de 65, “The Maestro” de 72, “Saudade”  de 74, “Carnival of the Spirits” de 75 e “Opus 3 Nº1″ de 78.

Aliás, a música “Coisa Nº5″ do disco “Coisas”, é tema de abertura da série EUVIDEO, você conhece?

Aumenta o som porque semana que vem é Rádio Kanastra INDIE!


Programa 08 – Soul Brasil 70

11/05/2009

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Bloco 2:
 

 

Último programa da 1ª temporada da Rádio Kanastra, Soul Brasil 70, fala um pouco do ínicio desse gênero em nosso país. Ótimas bandas, ótimos discos, que tiveram como precursor o Tim Maia, um dos nossos mestres da voz, íniciou sua trajetória lá no país de origem do Funk e do Soul, os Estados Unidos.

Lá na gringa ele absorveu toda a influência desses ritmos e quando voltou ao Brasil não perdeu tempo, já em seu segundo compacto, de 1969, implacou o hit “These Are The Songs”, que posteriormente seria consagrado pela voz de Elis Regina.

Nos anos 70 lançou alguns discos, os três primeiro tiveram vários sucessos como “A Festa do Santo Reis”, “Não Quero Dinheiro”, “Canário do Reino” entre outros. Curta aqui um pout-pourri do grande Tim Maia cantando “Idade” e tocando bateria, instrumento que fez parte do ínicio de sua carreira. Vale a pena conferir.

Na sequência lançou o antológico Tim Maia Racional, que na Virada Cultural deste ano teve o Instituto tocando grande parte deste excelente disco duplo. Para conferir este show, mais alguns e outros acontecimentos da Virada, assista a matéria da semana e o vídeo Virada Cultural 2009, produzido pela Kana.

Depois desta breve viagem ao mundo Racional, Tim Maia voltou ao seu velho estilo, sexo, drogas e rock and roll. Continuou implacando vários sucessos ao longo da carreira que terminou em 98 com sua morte.

Outra grande banda da época era a Banda Black Rio, que formada por grandes nomes da música negra brasileira, alcançou sucesso internacional por seu brilhantismo e swing. Formada em quadras de samba, tinha grandes músicos como Oberdan Magalhães, que já tinha participado de outra ótima banda a União Black. Veja o  cliple “Maria Fumaça”, Banda Black Rio (1982).

Jorge Ben, apesar de ser o nome do samba-rock brasileiro, fez bonito no quesito funk/soul. No final dos anos 70 e ínicio dos 80 lançou alguns discos que esbanjavam o swing carioca, e que contou com parcerias como esta aqui:

Jorge Ben e Tim Maia – Lorraine (1982)

Mais dois nomes fariam muito sucesso nesse tempo, Toni Tornado e Gerson King Combo. O primeiro explodiu com o sucesso BR3, e logo em seguida fez outros sucessos como Black Esperto [veja Toni Tornado nos Trapalhões, cantando Black Esperto].

Mas se existe um rei da Soul Music brasileira, o nome é Gerson King Combo. Além do ativismo nas questões raciais, aderiu todo o estilo James Brown, que não se limitou as roupas, mas a grande categoria de fazer músicas. Lançou dois ótimos discos no final dos anos 70, Gerson King Combo e Gerson King Combo Vol. 2.

Dá uma olhada no estilo dele.

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Gerson King Combo (1978) Vol II


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