Programa 14 – Samba

19/06/2009

Radio Kanastra 14 com a dura tarefa de falar de alguns nomes do ritmo mais importante do nosso país, o SAMBA!

Bloco 01:

 

Bloco 02:

 

O samba é o ritmo mais democrático que existe, nasceu assim. Pode reparar, em uma roda de samba todo mundo canta, todo mundo samba, normalmente vem acompanhado de uma cerveja gelada, uma comidinha… marca registrada do nosso país!

Essa jornada começa longe, lá no fnal do século XIX, com a primeira geração de ex-escravos do Brasil. As primeiras batucadas do samba aconteceram na Bahia, mas onde o samba se consolidou e fez história foi no Rio de Janeiro. E o primeiro espaço carioca pro samba foi a casa da Tia Ciata, lugar que marcou muitos encontros dos primeiros nomes do samba carioca como: Donga, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguina e Sinhô.

Nas décadas de 20 e 30 o samba cai no gosto da classe média, ganha as ruas cariocas e a preferencial nacional. Um dos principais compositores dessa época, que ajudou a legitimação do samba na classe média foi o  Noel Rosa, responsável direto pela inserção do samba nas rádios. Esse vídeo é a única aparição do Noel frente as câmeras, tocado violão junto com os Tangarás:

Do meio da década de 20 pra frente o samba-enredo surge para consolidar a maior festa nacional, o carnaval. Junto disso o samba-canção ganha força nas rádios, um ritmo mais cadenciado e de letras de fácil aceitação. Alguns nomes importantes: o próprio Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinha, Carmen Miranda. Em São Paulo Germano Matias, Demônios da Garoa e Adoniran Brabosa que faria seu nome na década de 50, com letras satíricas e com um pegada bem paulistana.

Na década de 40 o samba ganha os salões de festa, com o samba de gafiera, de pequenas orquestras, que trariam mais alguns instrumentos ao ritmo, tipo os metais. O samba de breque se desenvolveu, acrescentando aquelas famosas paradinhas que ficariam conhecidas nas escolas de samba.

Também na década de 40, um dos grandes nomes do samba, de estilo único, Nelson Cavaquinho grava suas primeiras músicas. Só ganhou fama mesmo nos 60, quando começou a se apresentar em público no Zicartola, casa de samba comandada por Cartola, que se tornaria reduto da música popular. Na década de 70 suas músicas seriam gravadas por intérpretes de sucesso como, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Clara Nunes, Dalva de Oliveira e Altamiro Carrilho.

Nos anos 60 com o boom da bossa-nova, alguns nomes surgem para não deixar o samba de raiz  cair no esquecimento. O Chico Buarque, Paulino da Viola, Billy Blanco e Martinho da Vila, que faziam parte de uma nova geração do samba,  que contava com a participação de veteranos como Candeia, Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé  Kéti.

O quadro MUITO BOM, MUITO FODA, TOCOU DEMAIS dessa semana vai pro ótimo Secos e Molhados, que estava surgindo ali no início dos anos 70. Essa é uma performace na Tv Tupi, da múscia Amor, lá em 1974:

Além de conhecer o samba pelos grandes nomes que fizeram a sua história, a gente pode pensar o samba na sua geografia, Pensar em cada bairro, cada morro, com suas escolas, seus nomes importantes e seus estilos próprio. Tipo a Mangueira, a Estácio, a Penha, a Vila Isabel, a Tijuca, e a Madureira bairro de fundação da Portella. Segue aqui um trecho do documentário “O Mistério do Samba”, com a Velha da Guarda da Portella:

Não poderia faltar o onipresente Paulinho da Viola. Parece que desde que lançou seus primeiros discos nos anos 60, sempre representou o samba de maior qualidade do Brasil. Tocando seus instrumentos com muita categoria e com uma voz incomparável, Paulinho da Viola escreveu muitas músicas que ficaram para a história do samba, e fez inúmeras parcerias com músicos de todos os gêneros.

Voltando ao rock, no próximo programa tem Rolling Stones!


Programa 13 – INDIE

15/06/2009

Nesta semana, o Rádio Kanastra INDIE revela que gênero é este que rotula uma quantidade enorme de bandas novas que estão longe de serem independentes.

Bloco 1:
 

Bloco 2: 

 

Originalmente, indie, abreviação de independent, se referia a bandas independentes, ou seja, que não eram lançadas por grandes gravadoras, por não fazer um som moldado e padronizado ao mercado. Com o tempo, algumas dessas bandas foram fazendo sucesso, e abrindo espaço para mais várias, que trouxeram o indie para uma denominação de estilo e gênero, não mais de uma condição de independência.

Tudo isso começou nos anos 80, com aquelas bandas clássicas que para sempre serão consideradas indies, não importa quanto sucesso tenham feito, como Sonic Youth e Pixies nos EUA, e Jesus and the Mary Chain e Stone Roses na Inglaterra.

Mas foi nos anos 90 que o estilo se consolidou de verdade, e os principais expoentes dessa ascensão foram os californianos do Pavement.

Pavement – Range Life
 
 

O verdadeiro boom do indie veio nos anos 2000, com o aparecimento de bandas como os Strokes e os White Stripes, que despertaram o interesse do mundo todo para um rock dito despretensioso e simplista.

Abaixo, uma lista de algumas bandas novas que podem ser consideradas indies, com os links para ouvir e conhecer.

Arcade Fire
Architecture in Helsinki
Arctic Monkeys
Art Brut
Belle e Sebastian
Black Kids
Black Lips
Black Rebel Motorcycle Club
Bloc Party
The Boy Least Likely To
Broken Social Scene
Bromheads Jacket
Cajun Dance Party
Camera Obscura
Candie Payne
Captain
Clap Your Hands Say Yeah
Cold War Kids
The Courteeners
The Cribs
Cut Copy
Death Cab For Cutie
Death From Above 1979
Foals
The Format
Franz Ferdinand
The Fratellis
Get Cape. Wear Cape. Fly
Good Shoes
The Gossip
Grand Ole Party
The Grates
Guided By Voices
Husky Rescue
The Holloways
Hot Chip
Hot Hot Heat
I´m From Barcelona
Interpol
Jack Peñate
The Jesus & The Mary Chain
Justice
Kaiser Chiefs
Kasabian
The Killers
The Kills
Kings of Leon
The Kooks
Ladyhawke
The Last Shadow Puppets
LCD Soundsystem
Little Man Tate
The Long Blondes
Luis XIV
Lykke Li
The Maccabees
The Magic Numbers
Mark Ronson
The Mars Volta
Maximo Park
MGMT
Milburn
Modest Mouse
Moving Units
Morningwood
Mystery Jets
The National
The New Pornographers
New Young Pony Club
Nine Black Alps
Of Montreal
OK GO
OM
Ordinary Boys
Orson
Out Hud
PJ Harvey
Ra Ra Riot
The Raconteurs
The Rakes
The Rapture
The Rascals
Razorlight
Regina Spektor
Reverend & The Makers
Santogold
She Wants Revenge
Shit Disco
Shout Out Louds
Spoon
The Strokes
The Subways
Tapes n’ Tapes
The Teenagers
Test Icicles
They Might Be Giants
The Thrills
Thunderbirds are Now!
The Ting Tings
Tom Vek
TV on the Radio
Vampire Weekend
The Veils
VHS or Beta
The View
The Vines
The Von Bondies
We are Scientists
White Rose Movement
The White Stripes
The Whitest Boy Alive
The Wipers
Wolf Mother
The Wombats
Yeah Yeah Yeahs
You Say Party! We Say Die!
The Zutons
!!!


Programa 12 – Maestros Brasileiros

07/06/2009

Nessa semana, mais um assunto inusitado: maestros brasileiros!

Bloco 01:

 
Bloco 02:

 

Bom, geralmente quando a gente pensa em maestro, vem logo aquela imagem clássica daquele cara de smoking e batuta na mão regendo uma puta orquestra. Essa função pra quem não sabe surgiu lá no século XVIII, durante o Romantismo, quando as orquestras começaram a tomar grandes proporções e pasaram a precisar de um guia pra todos estarem em sintonia.

Aqui no Brasil o maestro clássico que ficou mais conhecido foi sem dúvida o Heitor Villa-Lobos. Nascido no Rio de Janeiro, ele começou a ganhar destaque compondo pra alguns balés nas primeiras décadas do século passado, ainda seguindo uma linha bem clássica, especialmente influenciado pelo russo Stravinski. Mas aos poucos o Villa Lobos passou a ter mais contato com a cultura tradicional do Brasil e começou a misturar o clássico com outro gêneros, tipo o choro, samba e música indígena. Isso la na década de 20.

Outro carioca que surgiu no início do século XX foi o conhecidíssimo Pixinguinha, que começou a aparecer quando o seu conjunto, o Oito Batutas, começou a fazer sucesso tocando antes dos filmes exibidos Cine Palais. Na época eles tocavam instumentos que só eram conhecidos nos subúrbios cariocas, como o Bandolim, o Cavaquinho e a Bandola.

Olha o Pixinga tocando o clássico “Carinhoso”, acompanhado pelo Benedito Lacerda na flauta:

Agora, sem dúvida o maestro Brasileiro que mais fez sucesso foi o também carioquíssimo mestre Tom Jobim. O Tom começou tocando piano nos bares da zona sul do Rio, até ser contratado no início da década de 50 pela gravadora Continental para ser arranjador. Em 56 ele já compunha alguns sambas, e já trabalhando em outra gravadora, a Odeon, conhece o Vinícius de Moraes enquanto musicava a peça “Orfeu da Conceição”. Daí em diante ninguém segurava mais o Tom. Ele começou a compôr sem parar e tinha suas músicas interpretadas por vários músicos da época como João Gilberto e Sílvia Telles.

Outro maestro importante foi o Rogério Duprat, figura muito emblemática do Tropicalismo, fez arranjos pra Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Nara Leão e especialmente Os Mutantes. Nessa época ele chegou a ficar conhecido como o “George Martin” da tropicália.

Outro maestro que simplesmente não poderia ficar fora do programa é o genial Moacir Santos. Nascido no interior de Pernambuco, ele teve contato com a música bem cedo. Com mais ou menos 16 anos ele se mudou para o Rio de Janeiro e acabou contratado pela Rádio Nacional.

No Rio ele deixa a turma do Vinícius de Moraes de queixo caído com suas habilidades no saxofone, clarineta, trompeta, banjo, violão e bateria. Lançou os discos: “Coisas” de 65, “The Maestro” de 72, “Saudade”  de 74, “Carnival of the Spirits” de 75 e “Opus 3 Nº1″ de 78.

Aliás, a música “Coisa Nº5″ do disco “Coisas”, é tema de abertura da série EUVIDEO, você conhece?

Aumenta o som porque semana que vem é Rádio Kanastra INDIE!


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